quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Eu quero comprar um terreno na Lua.



Eu estava passando em uma viela errada, em um sonho errado, na hora errada. O homem errado estava parado ali na frente, sorrindo feliz. Ele conversou comigo.
Ele era um vendedor. E me disse que valia a pena. Na Lua não tem preocupações. As pessoas não brigam umas com as outras.
Na Lua, a civilização não é tão descivilizada. As pessoas ajudam umas as outras, vivem em ordem e harmonia. Lá não tem briga de transito, não tem vizinho chato, não tem música ruim. Lá, as pessoas dormem bem. Lá, as pessoas não se cansam umas das outras, não se destratam. As pessoas podem dormir em paz, nas suas camas tranquilas...
Ele me disse que, na Lua, as pessoas são felizes. Lá, as pessoas sorriem com sinceridade. Umas pras outras. As pessoas se respeitam.
Ele disse que o porteiro que guarda os portões da Lua é um homem bondoso. Ele te conduz com firmeza e serenidade ao lugar onde haverá um tipo de audiência –apenas burocracia! Ele disse. Nessa audiência eles decidem se você pode ficar. Eles veem o que você fez durante todo a sua jornada até chegar lá, e te julgam por isso. Mas não é nada demais. Apenas burocracia!
Será que eu poderia passar uma temporada na Lua? Me parece tão mais serena e pacifica que a Terra.
Me parece que eu teria paz.
Ele me disse que só tinha passagem de ida.
Acho que vou me mudar pra Lua...

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